quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Embriologia

Em geral, os animais possuem uma diversidade considerável de desenvolvimento embrionário, porém, de um modo geral, ocorrem três fases consecutivas:

- Segmentação: aumento no número de células, porém não apresenta aumento no volume do embrião como um todo porque as divisões celulares ocorrem de forma muito rápida.

- Gastrulação: quando o aumento no número de células resulta na expansão do volume total do embrião. É nessa fase que tem início a diferenciação celular e acontece a formação dos folhetos embrionários que originarão os tecidos do animal.

- Organogênese: é na organogênese que ocorre a diferenciação dos órgãos no indivíduo.




As etapas do desenvolvimento embriológico são as seguintes:

1. O zigoto de um animal sofre uma série de divisões celulares mitódicas chamadas de clivagem

2. Um embrião de 8 células é formado por 3 rodadas de divisão celular.

3. Na maioria dos animais a clivagem resulta na formação de um estágio multicelular chamado de blástula, uma bola oca de células que circunda uma cavidade chamado de blastocele.

4. A maioria dos animais também sofre gastrulação, processo no qual uma das extremidades do embrião se dobra para dentro e por fim preenche a blastocele, produzindo camadas de tecidos embrionários: o ectoderma (externo) e o endoderma (interno).

5. A bolsa formada pela gastrulação, chamada de arquêntero, abre-se para o exterior através do blastóporo.

6. O endoderma do arquêntero vai originar os tecidos que circundam o trato digestório.

- Blastóporo: abertura do arquêntero para o exterior do embrião que, na fase embrionária da gastrulação, origina a boca ou o ânus. Na maioria dos invertebrados, dá origem à boca (protostômios). Porém, nos equinodermos e cordados, origina o ânus e uma outra abertura formada depois dará origem à boca no animal adulto (deuterostômios).

- Folhetos Embrionários: a invaginação da ectoderme faz surgir, além do arquêntero e do blastóporo, um espaço entre as duas camadas de células, os folhetos embrionários. A gástrula tem dois folhetos: a ectoderme e a endoderme. Os cnidários apresentam essa constituição e, por isso, são diblásticos. Poríferos não tem tecidos. Nos demais filos, há uma terceira camada de células que se interpõe aos dois folhetos: a mesoderme. Esses animais, com três folhetos, são denominados triblásticos.

Fonte da imagem:
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/embriologia/reproducao7.php

Características gerais do Reino Metazoa

1) Composto apenas por organismos multicelulares;


2) As células não possúem parede celular, havendo comunicação dentro e fora dela;


3) Heterotróficos por ingestão;


4) Possuem movimento (especialização celular que gera as células musculares);


5) Sistema nervoso/neurônios (apenas com o tempo passaram a formar cérebro);



Fonte das imagens:
https://lh4.googleusercontent.com/uWrIblY5JWn3o6kp_r77tmfEq9I4ZKo559jfqTPnDqbELHUo1o_2cLqkd7yr3LTBb1mOwdb6VdPGcxKNmlAUytb7rwGJnTG_jQvkdEYy0aVPjgIOYD0
https://thinkbio.files.wordpress.com/2011/12/f7-11.jpg
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http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/sistema-digestivo-4.JPG
http://cs.i.uol.com.br/album/1204_exposicaoanimais_f_003.jpg


Teorias para a origem do Reino Metazoa

*Dentro do tópico Reino Metazoa têm-se em questão a origem dele, as teorias mais impostantes para tal são estas:

1) Teoria Sincicial-Hadzi e Hanson (1950):
Nela é dito que um protista multinucleado, ciliado e bilateralmente simétrico originou outra criatura achatada, com semelhante aos platelmintos, com mudanças estruturais decorrentes da evolução. Essa teoria não é muito apoiada.
                                            

2) Teoria simbiótica:
Ela diz que um procarioto fermentador primitivo sofreu diversas invaginações e estabeleceu relações com outros procariontes que se juntaram a principal em seu interior. Com o tempo as células em seu interior passaram a funcionar como organelas.
                                 

3) Teoria colonial - Haeckel (1874):
Proposta por Ernst Haeckel, tem como base um protista flagelado colonial - coanoflagelado, que teria se associado com outras células, formando uma colônia esférica de células com orientação locomotora anterior/posterior. 
                               


Fonte das imagens:

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Reino Fungi


Reino Fungi

CARACTERÍSTICAS GERAIS

  • Eucariotos, com um ou mais núcleos. 
  • Se desenvolvem em locais com grande presença de material orgânico e umidade. 
  • Podem ser pluricelulares ou unicelulares. Os fungos pluricelulares, possuem o talo que é denominado micélio. Este micélio é composto por filamentos (hifas). 
  • Os fungos não possuem clorofila em suas células, sendo assim não realizam fotossíntese. 
  • A nutrição dos fungos é heterotrófica, ou seja, não sintetizam o próprio alimento dependendo de nutrientes obtidos através de matéria orgânica. Porém, os fungos não ingerem tal matéria, mas obtém seus nutrientes através de um processo de absorção. A digestão é extracorpórea, ou seja, eles liberam enzimas que digerem a matéria orgânica e só depois deste processo os nutrientes são absorvidos. 
  • Podem se reproduzir de forma sexuada ou assexuada. Exibem reprodução sexuada e/ou assexuada de diversas formas bem como fenômeno da para sexualidade 
  • A reprodução através de esporos também é muito comum em várias espécies de fungos. 
  • Armazenam glicogênio. 
  • Parede celular constituída principalmente de quitina. 
CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS




  Citridiomicetos: uni ou pluricelulares, os fungos deste filo são encontrados em ambientes aquáticos. Não apresentam quitina em sua parede celular, que é constituída apenas por celulose e glicanos (polissacarídeos). Esses organismos podem ser sapróbios, se alimentam de cadáveres de plantas e animais, ou parasitas.





Exemplo de fungos do Filo Chytridiomycota. Fonte: google.com/images

Zigomicetos – vivem no solo, formam esporos flagelados e menos frequentemente ocorre a reprodução sexuada sem formação dos corpos de frutificação. Nesse grupo, encontram-se os fungos que se associam com as raízes formando as micorrizas, envolvidas na produção do molho shoyu, hormônios anticoncepcionais e medicamentos anti-inflamatórios.




Bolor


Fonte: google.com/images

Ascomicetos – formam o asco, estrutura produtora de esporos. O principal modo de reprodução dos ascomicetos é o assexuado, sendo por brotamento nos seres unicelulares e por esporulação nos pluricelulares, que na extremidade das hifas formam-se os conidióforos, estruturas que formam esporos denominados conídios. Nesse grupo, encontram-se as leveduras, os fungos que produzem a penicilina, alguns desses associam-se às algas formando os líquens, alguns atacam cereais como Claviceps purpúrea e a ingestão do mesmo causa ergotismo, provocando alucinações, convulsões, espasmos nervosos e até a morte.




Fonte: google.com/images

Basidiomicetos – são os mais conhecidos como os cogumelos e orelhas-de-pau, alguns são comestíveis, entretanto outros contêm substâncias alucinógenas, outros atacam vegetais causando a doença denominada ferrugem. Embora possam se reproduzir assexuadamente, a reprodução sexuada é a mais frequente, onde duas hifas diploides fundem-se e formam hifas dicarióticas que crescem e formam o corpo frutífero (chapéu), chamado basidiocarpo. Na parte inferior dessa estrutura, as hifas fundem-se formando núcleos diploides que sofrem meiose, originando quatro núcleos haplóides que se direcionam para a ponta da hifa que cresce e forma uma projeção denominada basídio que irá originar os esporos chamados basidiósporos, que germinam e reiniciam o ciclo.
Deuteromicetos – são também denominados fungos imperfeitos, pois não realizam reprodução sexuada. Muitas espécies são patogênicas como é o caso daqueles que causam a fieira, candidíase, sapinho, dentre outras.

MORFOLOGIA

Os fungos pluricelulares são constituídos pelos corpos de frutificação, que correspondem à parte visível do cogumelo, responsável pela reprodução do fungo e o micélio que são vários filamentos, em que cada um é denominado de hifa. As hifas podem ser cenocíticas, possuem um citoplasma plurinucleado. Alguns fungos mais complexos apresentam hifas septadas (divididas), onde cada septo pode ter um (monocariótica) ou dois núcleos (dicariótica). A parede celular é formada de quitina.



REPRODUÇÃO NOS FUNGOS

Reprodução Assexuada

Fragmentação: A maneira mais simples de um fungo filamentoso se reproduzir assexuadamente é por fragmentação: um micélio se fragmenta originando novos micélios.


Brotamento: Os brotos (gêmulas) normalmente se separam do genitor mas, eventualmente, podem permanecer grudados, formando cadeias de células.


Esporulação: Nos fungos terrestres, os corpos de frutificação produzem, por mitose, células abundantes, leves, que são espalhadas pelo meio. Cada células dessas, um esporo conhecido como conidiósporo, ao cair em um material apropriado, é capaz de gerar sozinha um novo mofo, bolor etc. Para a produção desse tipo de esporo a ponta de uma hifa destaca-se do substrato e, repentinamente, produz centenas de conidiósporos, que permanecem unidos até serem liberados.




Reprodução Sexuada

A reprodução sexuada requer a fusão de duas hifas haplóides, quando isso não ocorre, originam-se hifas geneticamente distintas denominadas dicários.


quarta-feira, 18 de março de 2015

Regras de nomenclatura biológica

Com o objetivo de seguir um padrão na documentação e oficialização de descobertas, foram criadas regras para dar nomes à espécies, as quais são muito simples:

1) Nomes de especies devem ser binominais, sendo descritas por um nome genérico e um nome específico.

2) Deve ser escrito em latim o nome.

3) O gênero (primeiro nome) deve ser escrito com inicial maiúscula e o segundo nome, com inicial minúscula.

4) Quando manuscrito deve ser sublinhado, e quando digitado, em itálico.

                                                

Fonte da imagem:
 http://www.brasilescola.com/biologia/nomenclatura-binomial.htm

Classificação biológica

A classificação biológica consiste em agrupar seres vivos, extintos ou não, de acordo com as características fisiológicas, morfológicas e pelo parentesco.

-Tales de Mileto -> A primeira ideia de classificação veio com Tales, em V a.C., que definiu o coeficiente de adaptabilidade (W), que quanto maior, mais adaptado ao ambiente em que vive o ser está.

                                                            

-Platão -> Discípulo de Tales, Platão foi o primeiro a propor classificações em sí, em IV a.C.. Ele propusera a divisão por espécies, sendo dividido e acordo com a semelhança física. Ele acreditava na existência de dois mundos: o mundo natural, composto por o que vemos, e o mundo "sobrenatural", em que ficavam todas as ideias e lá que ficariam tudo que já estava feito e para ser feito. Suas classificações baseavam-se na existência desses mundos.
                                                   

-Aristóteles -> Aluno de Platão, criou mais categorias e níveis de classificação do que o seu antecessor, em III a.C.. Sendo mais realista que os pensadores anteriores (não acreditava em mundo das ideias), continuou utilizando o termo espécie para a menor unidade de divisão (dividia inclusive cada tipo de cavalo, ou homens de diferentes regiões, por exemplo). Após espécie, viria gênero, que consistia em uma breve generalização de acordo com as semelhanças. E por último reino, sendo dividido em: Animais (do latim anima, para ser com o fôlego vital/alma), Vegetais (seres com alma vegetativa) e Minerais (Seres com ausência de vida, inorgânicos). Sendo que tais classificações foram utilizadas até o século XVIII.
                                                      


- Carolus Linnaues -> Botânico sueco, após a série de descobertas depois das classificações feitas por Aristóteles, ele, em 1735, propôs novas categorias taxonômicas, baseadas nos critérios morfológicos, fisiológicos e de parentesco
                                                 . 
As categorias propostas por ele, usadas até hoje, são as seguintes:






Fonte das imagens:
http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm28/tales.htm
http://www.estudopratico.com.br/ceticismo-e-dogmatismo-na-filosofia/
http://universoracionalista.org/pre-socraticos/
http://blog.tonge-moor.bolton.sch.uk/year6/2015/01/28/carl-linnaeus-what-do-you-know/
https://nossomeioporinteiro.files.wordpress.com/2011/11/untitled-456.jpg